Secretaria diz que PM do RJ só agirá em 'rolezinhos' se houver vandalismo

Rolezinho’ na Ilha do Governador foi convocado para sábado

Rolezinho no Shopping Leblon’ tinha mais de 7 mil confirmados nesta terça. Eventos na Ilha do Governador e em Niterói também foram marcados.

Depois que foi criado um evento no Facebook com convite para um “rolezinho” no Shopping Leblon, na Zona Sul do Rio, mais dois convites foram enviados com convocações para a mesma prática. Um deles está marcado na Ilha do Governador, na Zona Norte, e o outro em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ao ser notificada dos novos “rolezinhos” marcados, Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) informou nesta terça-feira (14) que o evento não é crime e que a Polícia Militar deve ser acionada apenas se houver algum tipo de vandalismo.
Os “rolezinhos”, como ficaram conhecidos, são encontros marcados pela internet por adolescentes. Os eventos ocorrem sobretudo em shoppings, e ganharam repercussão depois de dezembro, quando aglomerações de milhares de jovens assustaram frequentadores e fizeram centros comerciais fecharem as portas mais cedo. Os organizadores definem os encontros como um “grito por lazer” e negam qualquer intenção ilegal.

“Em apoio à galera de São Paulo, contra toda forma de opressão e discriminação”, diz o post do evento que convida para um “rolezinho” na Ilha do Governador, às 16h de sábado (18), que tinha mais de 200 pessoas confirmadas até as 16h30 desta terça. O de Niterói está marcado também para o próximo sábado, às 18h30, igualmente com mais 200 confirmados até o horário. Outros eventos também foram criados como o “Rolezinho no Hemorio”, convidando pessoas a doar sangue, e o “Rolezinho na Bibliotaca Nacional”, no Centro.

No convite postado no Facebook para o “rolezinho” no Shopping Leblon, os organizadores também dizem que o evento foi marcado em apoio aos eventos paulistas. Nesta terça, mais de 7 mil pessoas estavam confirmadas. A administração do shopping informou estar “tomando as medidas cabíveis para garantir a segurança aos seus lojistas, consumidores e funcionários.”

Confusão em SP
No sábado (11), houve correria no Shopping Metrô Itaquera, em São Paulo. Uma loja e pelos menos dois clientes relataram furtos. Três jovens foram levados para a delegacia e liberados.
Segundo a Alshop, o caminho para impedir os eventos será o mesmo adotado pelos shoppings Itaquera, Campo Limpo e JK Iguatemi, que ganharam liminares neste fim de semana impedindo as reuniões, sob pena de multa de R$ 10 mil para quem infringisse a determinação.
Do G1 Rio

Corpos de vítimas são retirados de velório e familiares ficam revoltados

Caso ocorreu minutos antes dos sepultamentos dos jovens de Campinas.  Secretaria da Segurança Pública explicou que faltaram alguns exames.

Parentes de duas vítimas dos assassinatos em série que deixaram 12 mortos em Campinas (SP) tiveram mais um momento de tristeza na tarde desta segunda-feira (13). Minutos antes do horário marcado para os sepultamentos, os caixões com os corpos de Diego Dias Coelho, de 24 anos, e Wesley Adiel Lopes, de 19 anos, foram retirados do velório e levados de volta ao Instituto Médico Legal (IML) para novos exames. A ação revoltou os familiares.
Os caixões ficaram numa sala isolada e, segundo os parentes, a explicação que receberam foi que a perícia iria procurar mais projéteis que poderiam ainda estar nos corpos.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou a necessidade de novos exames periciais, mas não explicou o que teria motivado a medida. Após os exames terem sido feitos, os corpos novamente foram entregues aos familiares para serem velados. Os enterros dos jovens estão marcados para a manhã desta terça-feira (14) no Cemitério dos Amarais, em Campinas.
O caso
As mortes ocorreram em um espaço de cinco horas. A primeira foi às 20h30, no Residencial Cosmos. A oito quilômetros de distância, às 23h20, quatro pessoas foram mortas na primeira chacina, no bairro Recanto do Sol, uma delas menor de idade. Dez minutos depois, mais uma morte, agora no Parque Universitário. Às 23h40, o grupo fez cinco vítimas em um único bairro, na segunda chacina da série, no Vida Nova. A última morte aconteceu, a 3,5 km dali, à 1h48 da madrugada, no Jardim Vista Alegre.
O delegado afirmou que, além da relação dos assassinatos com a morte do policial militar, os investigadores também apuram a possibilidade de acerto de contas entre quadrilhas. Além de delegados de Campinas, a cidade recebeu reforço do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo.
O que diz a PM
A Polícia Militar afirmou em nota que a Corregedoria acompanha as investigações dos múltiplos homicídios. Em posicionamento anterior, a instituição afirmou também que “obviamente não está tratando o fato como uma situação de normalidade”. A PM também afirmou que reforçou o policiamento nessa região mais crítica, para manter a segurança das pessoas.

Do G1 Campinas e Região

Ação na Cracolândia tem retirada de barracos e início de frente de trabalho

Prefeitura começou a remoção de barracos na Cracolândia

Remoção de favela acontece nesta terça-feira (14), segundo a Prefeitura. Barracos no Centro serão desmontados e moradores, levados para hotéis.

A Prefeitura de São Paulo inicia nesta terça-feira (14) a Operação Braços Abertos, uma nova iniciativa na região da Cracolândia na tentativa de coibir o problema do uso de drogas na região central da cidade. Cerca de 300 pessoas que moram em barracos nas calçadas nas ruas Helvétia e Dino Bueno se mudarão para cinco hotéis na região e começarão a trabalhar em atividades de zeladoria em praças ainda nesta semana.
O governo municipal pretende, assim, também liberar o uso dessas ruas e calçadas ao público após cerca de três meses de ocupação. Os barracos começam a ser desmontados nesta terça, mas a ação será intensificada nesta quarta-feira (15).
Cada usuário participante do programa vai receber R$ 15 pelo dia trabalho. Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, a estratégia não busca que os usuários larguem a droga imediatamente, mas, sim, “despertar nessas pessoas o desejo de transformação”.
Eles não serão desligados do programa se faltarem no trabalho. O ideal é que isso aconteça, no entanto, quando precisam se tratar, segundo a estratégia. Equipes vão acompanhar os participantes e eles serão descredenciados apenas quando realmente não mostrarem mais interesse em participar.
Nesta quarta, a Prefeitura levará caminhões até o local. Os barracos serão desmontados pelos próprios moradores. Segundo Luciana Temer, a ideia é que o programa não seja algo imposto, para que os moradores não se fechem à iniciativa.
No total, a Prefeitura oferta 400 vagas, mas 300 pessoas já foram cadastradas num trabalho de aproximação feito pela Prefeitura de São Paulo desde o ano passado. No processo, duas pessoas já declararam que não desejam participar. O custo por pessoa para a Prefeitura será de cerca de R$ 1.215 mensais por participante, incluindo por exemplo os valores que serão pagos com os hotéis. Os participantes terão café, almoço e jantar pelo programa Bom Prato.
Dependentes que tem companheiros ficarão em um quarto. No caso dos solteiros, eles ficarão hospedados em quartos com três ou quatro pessoas, segundo a Prefeitura.
Apesar do foco no trabalho, a ação é voltada e comandada pela área da saúde. O atendimento se dará especialmente no equipamento denominado Braços Abertos, instalado na região. Equipes do programa Consultório de Rua, que são vinculadas a UBS Santa Cecília e fazem abordagem aos usuários, continuarão seu trabalho.
Segundo o secretário José de Filippi Júnior, as ações até 2012 eram voltadas à internação, preferencialmente em locais afastados. Ele afirma que a operação anterior, por ter um foco maior do que atual, segundo ele, em internações e na força policial, acabou afastando os usuários. O secretário disse que a atual gestão começou a estruturar uma Política de Álcool e Droga em janeiro de 2013.
O secretário municipal da Segurança, Roberto Porto, afirma que a PM vai monitorar a ação. Já a Guarda Civil Metropolitana recebeu treinamento para a ação e terá como um das funções impedir o surgimento de novos barracos. Porto afirmou que, apesar do caráter de saúde de ação, também será coibido o tráfico de drogas.
Histórico
A mais recente tentativa de intervenção na região ocorreu em 2012. Batizada de “Ação Integrada Centro Legal”, a operação deflagrada em 3 de janeiro de 2012 intensificou ações já realizadas pela Prefeitura de São Paulo, à época sob comando de Gilberto Kassab, e apoiadas pelo governo do estado no local desde 2009.
O governo afirma que as medidas adotas na região tiveram como foco ampliar a oferta de atendimento e de acolhimento social aos dependentes. No período, o uso de forças de segurança (Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana) terminou em protestos de ativistas, Defensoria e representação do Ministério Público.
Após registro de imagens que mostravam ação ostensiva da PM, o governador Geraldo Alckmin decidiu proibir o uso de bombas de efeito moral e balas de borracha em ações na Cracolândia.
À época, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos – Inclusão Social questionou a falta de justificativas para uma ação do tipo, que impedia o livre direito de ir e vir e criava as chamadas “procissões do crack”, quando os dependentes eram impedidos de ficar parados e seguiam escoltados pela PM por ruas da região. A Defensoria Pública também questionou o uso da força policial na Ação Integrada.
Um ano depois da operação, o G1 visitou ruas do centro e verificou que os dependentes permaneceram na região e que o número de vias com usuários monitoradas em São Paulo aumentou de 17 para 33. Foi no começo de 2013 que o governo de São Paulo criou medidas para facilitar a internação de dependentes.

Do G1 São Paulo

Ouvidor diz que 'indícios' apontam participação de policiais em mortes

Vítima dos assassinatos em série é sepultada no Cemitério dos Amarais

Júlio César Fernandes Neves esteve no enterro de vítimas em Campinas. Ele assumiu o cargo há cinco dias e morte de 12 é o primeiro caso.

O ouvidor das polícias do estado de São Paulo, Júlio César Fernandes Neves, que assumiu o cargo há 5 dias, foi ao velório de vítimas dos homicídios em série em Campinas (SP) para ouvir familiares nesta terça-feira (14). Segundo ele, são fortes os indícios de participação de policiais nas mortes. “De cada dez pessoas que falam do caso, nove citam a participação de policiais”, afirma Neves. “Infelizmente estou assumindo como ouvidor com este caso”, lamenta.
Homicídios em série
Doze homens com idades entre 17 e 30 anos foram mortos com tiros de pistolas 380 e nove milímetros entre a noite de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13). Sete deles tinham antecedentes criminais.
A Polícia Civil não descarta a possibilidade de que os crimes sejam uma vingança pela morte de um policial militar no domingo na região do Ouro Verde ou acerto de contas entre quadrilhas rivais. Parentes das vítimas disseram à imprensa que em alguns casos foi possível ver fardas entre os matadores. Familiares das vítimas estão depondo nesta terça-feira sobre o caso. A Polícia Militar informou que a Corregedoria acompanha as investigações.
Enterros de hoje
Foram enterrados nesta manhã, no Cemitério dos Amarais, Gustavo de Souza Moura da Silva, de 21 anos, e Diego Dias Coelho, de 24 anos, que morreram no bairro Vida Nova; Wesley Adiel Lopes, de 19 anos, que foi assassinado no Recanto do Sol II, e Sadrack de Santana Galvão, de 25 anos, morador do bairro Cosmos, primeiro crime registrado na série de assassinatos na cidade. O último sepultamento ocorreu às 10h30. Foi o de Sérgio Donizete da Silva, de 18 anos.
O almoxarife José Wilson Moura estava emocionado com o sepultamento de Gustavo e indignado com o crime. “Meu filho não tinha passagem e foi morto. Agora meu filho já foi, eu quero justiça, estamos desacreditados”, afirma.
Cenário de guerra
Durante o velório, um dos parentes de uma vítima disse que como medida de segurança foi estipulada, por iniciativa dos próprios moradores, uma espécie de “toque de recolher”, em que as pessoas deixaram de sair de casa a partir das 19h após a série de assassinatos na região do Ouro Verde e parte do Campo Grande.
O comércio da região também teve a rotina alterada depois das mortes. “A polícia está matando gente. Não quero ser identificada para não virar mais uma vítima. Isso vai acabar iniciando uma guerra”, disse um dos familiares que acompanhou os enterros no cemitério.
Terminal atacado
Após as mortes, um tumulto foi registrado no terminal de ônibus do Vida Nova na segunda-feira. Veículos de transporte e um carro de passeio foram incendiados e outros coletivos, danificados. O local reabriu na manhã desta terça-feira após ficar fechado no horário de pico, entre 6h e 8h.
Do G1 Campinas e Região

Três adolescentes morrem em São Luís após confronto com a polícia; PM diz que menores eram de facção criminosa

Três adolescentes, sendo um deles com passagem pela polícia, morreram durante um confronto com policiais do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) do Maranhão nesta segunda-feira (13), no bairro Vila Embratel, em São Luís. Um policial foi atingido de raspão por uma bala, mas passa bem.
Segundo a polícia, policiais tentavam recapturar o adolescente Tailson Santos Sá, 17, conhecido como “Bananinha”, que fugiu do Centro de Ressocialização de Menores do Alto da Esperança, em São Luís, na sexta-feira (10), e foram recebidos a tiros.
Houve confronto e Bananinha e mais outros dois adolescentes morreram a caminho do Hospital Djalma Marques, o Socorrão I, em São Luís.
Os outros dois adolescentes são Douglas de Jesus, 17, o “tio Ted”, e Railton Costa Santos, 17, o “Macaco”. A polícia informou que apreendeu duas armas de fogo, que estavam em poder dos adolescentes.
O trio é suspeito de assassinar o adolescente Italo Chagas Serra, 17, no bairro Anjo da Guarda, nesse domingo (12).
Segundo a PM, os adolescentes seriam integrantes de uma facção criminosa denominada Bonde dos 40 –que, comandada por presos, é uma das maiores do Estado.
Líderes da facção Bonde dos 40 que estão presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas são acusados de ordenarem ataques a quatro ônibus, sendo três deles incendiados, no último dia 3. Cinco pessoas foram queimadas durante o ataque a um ônibus que circulava no bairro Vila Sarney, em São José de Ribamar, e uma menina de seis anos morreu com 95% do corpo incendiado.

Do UOL, em Recife

Presidente do TJ do MA diz não saber de quem é a culpa por crise na segurança do Estado

Cleonice Freire diz que ainda é cedo para avaliar quem são os responsáveis pela crise de segurança no MA

A presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Cleonice Freire, afirmou, na segunda-feira (13), que não sabe de quem é a responsabilidade pela crise no sistema prisional e na segurança pública do Estado.
Freire se reuniu com integrantes da Comissão de Direitos Humanos do Senado, que fez uma série de audiências em São Luís na segunda-feira.
“Eu não tenho como avaliar de quem é a responsabilidade do problema da segurança. Não tenho uma avaliação feita no momento”, disse, após ser questionada sobre a situação dos presídios e a questão dos presos provisórios.
Cleonice também isentou de culpa a justiça maranhense. Para o governo do Estado, os presos à espera de julgamento são os responsáveis pela superlotação dos presídios do Maranhão, em especial o Complexo Prisional de Pedrinhas.
“Presos são provisórios por vários motivos: prisões preventivas, sentenças proferidas, mas em grau de recurso. A resposta [ao governo] já foi dada por essa presidência com relação às prática do poder judiciário. Não temos como resolver um problema físico. O que é de competência do poder judiciário, está sendo feito há tempo”, afirmou.
Sobre o provável pedido de intervenção federal à segurança pública, que deve ser feito pela Procuradoria Geral da República, a desembargadora se mostrou contra a medida.
“Não é questão de defender, é preciso ver se há necessidade. Sob a minha ótica, não vejo a necessidade de intervenção, pois seria a nível nacional. O que está acontecendo no Maranhão acontece em outros Estados do país. Recebi uma informação há pouco de que 12 mortes ocorreram em um presídio de outro Estado”, alegou a presidente do TJ maranhense.
Onda de violência
O Maranhão tem sofrido com uma onda de violência desde o início do ano.
Quatro ônibus foram atacados na noite do dia 3 em retaliação à ocupação da PM (Polícia Militar) no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Três dos quatro coletivos foram incendiados e cinco pessoas ficaram feridas, sendo elas duas crianças, a mãe delas, uma mulher e um homem. A menina de seis anos morreu dois dias depois com 95% do corpo queimado.
Devido à insegurança causada pelos ataques, ônibus deixaram de circular em São Luís durante três dias.
Durante a ação da polícia nos presídios, o prédio do 9º DP (Distrito Policial), localizado no bairro São Francisco, e da delegacia do bairro da Liberdade também foram alvos dos criminosos e tiveram as paredes atingidas por balas.
Após os ataques aos ônibus, uma delegacia foi montada dentro do complexo prisional.
Na noite do dia 4, a polícia prendeu o coordenador dos ataques aos ônibus. Segundo a SSP, o jovem Hilton John Alves Araújo, 27, vulgo “Praguinha”, foi quem recebeu as ordens do preso Jorge Henrique Amorim Martins, 21, conhecido como “Dragão”, integrante de uma das facções que agem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, para incendiar ônibus na capital maranhense.
Segundo a polícia, Hilton John Alves Araújo, 27, vulgo “Praguinha”, recebeu as ordens de Jorge Henrique Amorim Martins, 21, o “Dragão”, que lidera uma das facções que agem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, para incendiar ônibus na capital maranhense.
Ataques constantes
Os ataques a ônibus coletivos em São Luís e região metropolitana vêm se tornando constantes. No dia 9 de novembro, dois ônibus foram incendiados, mas antes os passageiros foram roubados pelos criminosos.
Os coletivos faziam a linha Bequimão e Alto da Esperança/Tamancão. Na mesma noite, homens armados mataram um PM e feriram dois durante ataques a trailers da polícia.
Dois dias depois, a onda de ataques criminosos em São Luís continuou. Homens armados assaltaram um ônibus na Lagoa da Jansen e tentaram atear fogo no veículo na noite do dia 11 de novembro.
Ao mesmo tempo, um outro grupo tentou invadir e colocou fogo no trailer da PM (Polícia Militar) do bairro Vila Nova, o mesmo que foi atacado no dia 9, e um policial que estava no posto foi assassinado a tiros.
Os ataques ocorreram na mesma noite o governo do Estado anunciava novos nomes para o comando da PM, o subcomando da corporação e o comando do Policiamento Metropolitano.
O MPE (Ministério Público Estadual) vai investigar se a atuação da PM (Polícia Militar) nos presídios do Maranhão reduziu a segurança da população em São Luís, além da legalidade da atuação da PM no complexo de Pedrinhas, foco do da crise na área de segurança pública.

Do UOL, em São Luís

Assaltos a ônibus em São Luís sobem 141% em 2013

Três ônibus foram incendiados, um deles com passageiros dentro, no início do mês em São Luís

A criminalidade em São Luís e região metropolitana provocou o aumento de 141% no número de assaltos a ônibus em 2013. Segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Maranhão, no ano passado foram registrados 628 assaltos a ônibus, contra 260 em 2012 .
As linhas que têm rotas que cortam as avenidas Africanos e Franceses, localizadas em áreas pobres da cidade, além da BR-135, do quilômetro zero ao dois, são que mais sofrem assaltos.
A maioria dos assaltos, de acordo com o sindicato, ocorre durante a noite, quando os caixas dos cobradores estão com mais dinheiro. “Cerca de 80% dos assaltos ocorre entre as 18h e 22h porque os ônibus estão com o apurado do dia. Orientamos os cobradores a não ficarem com mais de R$ 50,00 na gaveta para troco e colocar o restante no cofre, mas mesmo assim os ladrões invadem os ônibus em busca do pouco que há em caixa”, disse o presidente do sindicato Gilson Coimbra.
Para Coimbra, o número de assaltos a ônibus aumentou devido ao crescimento da criminalidade e também ao envolvimento de pessoas com drogas.
“Esses roubos são feitos geralmente por usuários de drogas para sustentar o vício. Eles observaram que assaltar um ônibus é a forma mais fácil e rápida para comprar drogas. Além de roubarem o dinheiro em caixa eles entram no ônibus para roubar os passageiros”, contou Coimbra, destacando que é comum trabalhadores rodoviários sofrerem de problemas psiquiátricos como síndrome do pânico.
Atualmente a frota de ônibus em São Luís e região metropolitana é composta por 840 veículos e a passagem de ônibus custa R$ 2,10.
As câmeras instaladas nos ônibus não inibem os assaltos, segundo o sindicato.
“As câmeras só fazem registrar o assalto, pois os ladrões hoje em dia nem ligam se estão com rosto limpo ou coberto para assaltar até na luz do dia. Os ladrões que são pegos são presos num dia e no outro já estão soltos cometendo novos delitos. Essa facilidade da lei faz aumentar a criminalidade nos ônibus porque o bandido sabe que vai ficar impune”, disse Coimbra.
A PM (Polícia Militar) informou que desde o mês de outubro reforçou o número de abordagens a ônibus, principalmente no fim de semana, para coibir os assaltos no transporte coletivo.
Incêndios
Além dos assaltos, São Luís também sofre com ônibus incendiados. O sindicato não tem números consolidados de quantos veículos foram queimados em 2013, mas estima-se em cerca de dez.
A onda de ataques a ônibus na capital maranhense resultou na morte de uma criança de seis anos. O ônibus que trafegava pelo bairro Vila Sarney, em São José de Ribamar (região metropolitana de São Luís), foi invadido por criminosos que atearam fogo no veículo em retaliação a uma operação da polícia no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no último dia 3. Cinco pessoas ficaram queimadas no incêndio criminoso e uma menina de seis anos morreu. Outros três veículos foram atacados por criminosos na capital.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) atribuiu os ataques a ônibus a ordens dadas por presos de Pedrinhas ligados a facções criminosas. O complexo de Pedrinhas é um dos presídios mais violentos do Brasil, segundo relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) divulgado no último dia 27 de dezembro. Devido à insegurança causada pelos ataques, ônibus deixaram de circular em São Luís durante três dias.
Os ataques a ônibus coletivos em São Luís e região metropolitana vêm se tornando constantes. No dia 9 de novembro, dois ônibus foram incendiados, e os passageiros foram roubados pelos criminosos. Na mesma noite, homens armados mataram um PM e feriram dois durante ataques a trailers da polícia.
Dois dias depois, a onda de ataques criminosos na cidade Luís continuou. Homens armados assaltaram um ônibus na Lagoa da Jansen e tentaram atear fogo ao veículo na noite do dia 11 de novembro. Ao mesmo tempo, um outro grupo tentou invadir e colocou fogo no trailer da Polícia Militar do bairro Vila Nova, o mesmo que foi atacado no dia 9, e um policial que estava no posto foi assassinado a tiros.
Os ataques ocorreram na mesma noite o governo do Estado anunciava novos nomes para o comando da PM, o subcomando da corporação e o comando do Policiamento Metropolitano.

O MPE (Ministério Público Estadual) vai investigar se a atuação da PM (Polícia Militar) nos presídios do Maranhão reduziu a segurança da população em São Luís, além da legalidade da atuação da PM no complexo de Pedrinhas, foco do da crise na área de segurança pública.

Estupros
As ações de violência ordenadas no Complexo de Pedrinhas foram relatadas pelo CNJ, que mostrou que mulheres e irmãs de presos que não são líderes de facções ou comandam pavilhões nos presídios são estupradas dentro das celas em dias de visita. Há relatos também de estupros fora dos presídios, também ordenados por integrantes dessas facções.

Ainda segundo o CNJ, a disputa dos grupos pelo domínio dos presídios de Pedrinhas já causou diversos assassinatos e estupros em mulheres de presos que não são chefes de setor ou líderes, e acaba comprometendo a segurança do local.
“Em dias de visita íntima no Presídio São Luís I e II e no CDP, as mulheres dos presos são postas todas de uma vez nos pavilhões e as celas são abertas. Os encontros íntimos ocorrem em ambiente coletivo. Com isso, os presos e suas companheiras podem circular livremente em todas as celas do pavilhão, e essa circunstância facilita o abuso sexual praticado contra companheiras dos presos”, informou o juiz Douglas de Melo Martins.
Por determinação do governo do Estado, a PM assumiu o complexo em 27 de dezembro. Apesar da ação, ele já registrou duas mortes em menos de 24 horas neste ano.

Do UOL, em Recife